O Pastor

Tempo de leitura: 20 minutos

– Porque Deus amou o mundo de tal maneira, que enviou seu filho unigênito, para que todo aquele que…

– Com licença, pastor?

– Sim filho, como posso ajudá-lo?

– Desculpe atrapalhar seu sermão, eu me chamo Júlio, podemos conversar por alguns minutos?

– Você não atrapalhou Júlio. Claro que podemos conversar, prefere aqui ou no meu gabinete.

– Eu prefiro aqui se o senhor não se importar.

– Como queira. Você aceita uma água ou um café? Já comeu alguma coisa.

– Eu estou bem pastor. Eu só quero conversar.

– Tudo bem. Sente-se e me conte o que está te afligindo?

– Pastor. Eu vou te contar uma coisa agora, mas não quero que me impeças de fazer, peço apenas que me escute, que escute meus motivos, pois eu preciso contar para alguém antes de partir, pode ser?

– Claro meu filho. Estarei te ouvindo, pode falar…

– Pastor. Eu vim aqui conversar com o senhor antes de tirar minha vida. Eu conheço sobre a bíblia, sobre Deus e sei muito bem que estou condenado ao inferno se fizer isso. Mas, o senhor não entende, eu já estou vivendo num inferno e nada que eu faça muda essa situação. Eu já fiz de tudo que estava ao meu alcance, mas tudo que conseguir foi piorar ainda mais essa situação. Eu vou fazer um breve resumo do que estou passando, eu só quero que alguém testemunhe que eu apelei até para Deus antes de atentar contra a minha vida.

Pastor, eu sou pai de um lindo garoto de sete anos chamado Pedro. Sim, minha esposa e eu lhe demos um nome bíblico. Embora estejamos afastados da igreja desde a época em que namorávamos. Nós caímos em pecado e sentíamos os constantes olhares de condenação daqueles que deveriam nos ajudar, por isso resolvemos sair. Nós nunca casamos na lei dos homens ou na de Deus, nós apenas moramos juntos, mas posso lhe garantir pastor que somos mais felizes do que muitos casais que fizeram festas luxuosas de casamento. Ou pelo menos, éramos felizes até alguns meses atrás.

Nosso filho foi diagnosticado com um tipo de câncer que afeta suas funções motoras. De início paralisou apenas um lado do seu corpo, depois ele já não movimentava ambas as pernas e em pouco tempo ele passou a mexer apenas os olhos. Meu filho queria ser jogador de futebol pastor, nós até o matriculamos numa escolinha e olha, não é porque é meu filho não, mas o garoto levava jeito.

Acontece que Deus mandou essa doença para nos castigar, para nos punir por estamos em pecado e afastados da igreja. Mas, ele tinha que punir a mim e minha esposa, nosso filho não tem culpa de nossos pecados. O senhor concorda?

– Continue a história filho. Depois farei minhas colocações.

– Pois bem pastor. Quando meu filho foi diagnosticado com essa doença, minha esposa abandonou o emprego para cuidar dele, isso nos desestabilizou um pouco, tivemos que cortar vários de nossos custos, mas mesmo assim eu consegui segurar as finanças da casa e minhas obrigações de esposo e pai.

Acontece que quando meu filho piorou, eu comecei a faltar muito no serviço. De início eles entenderam, mas depois acabaram por me demitir. Eu entendo e não tiro a razão dos meus antigos patrões, eu estava atrapalhando a empresa. E nem posso reclamar deles, foram muito bons para mim, eles praticamente pagaram meu acerto em dobro e durante mais de um ano, me enviaram uma boa cesta básica todos os meses. Mas, quando as cestas pararam de chegar, a situação começou a piorar.

O dinheiro do acerto já havia acabado, o seguro desemprego também, eu e minha esposa havíamos saído da boa casa que morávamos de aluguel e fomos morar nos fundos da casa da mãe dela, num quartinho com banheiro dentro que mal cabia nossas coisas. Isso nos obrigou a nos desfazer de quase tudo que havíamos conquistado ao longo dos anos, ficando praticamente com nossa cama, a cama do nosso filho, uma cômoda onde guardamos nossas roupas, geladeira e o fogão que quase não é usado pois não temos dinheiro para comprar o gás.

Eu não consegui arrumar outro emprego e hoje vendo balas e doces nos semáforos e as vezes quando encontro um motorista bondoso, em alguns ônibus. Mas, o que ganho mal dá para colocar comida dentro de casa, isso porque os remédios que meu filho tem que tomar são muito caros e não são distribuídos gratuitamente pelo governo. Nós arrumamos um advogado e entramos na justiça, mas o processo pode durar anos e mesmo assim não temos certeza que iremos ganhar e muito menos se nosso filho estará vivo até lá.

Como se não bastasse toda essa infelicidade, ainda somos obrigados a aguentar os desaforos de minha sogra que vira e mexe nos chama de vagabundos e ameaça nos colocar para fora. A minha esposa de uns tempos para cá passou a me ver como um inimigo dentro de casa e praticamente só me humilha, ela parece jogar a culpa em mim de tudo que está acontecendo, até mesmo da doença do nosso filho.

Eu não sei mais o que fazer pastor. Eu distribuo currículos praticamente todos os dias, converso com as pessoas dentro dos carros para quem eu vendo meus doces, quando dá tempo eu explico minha situação para eles, alguns me prometem ajuda ou emprego, mas nunca retornam para cumprir a promessa.

Quando eu saí de casa, minha esposa tinha acendido a lata onde cozinhamos, e colocado a panela de pressão no fogo para cozinhar o último punhado de feijão que temos e também os pés, pescoço e moela de galinha que achamos no lixo da minha sogra. Dá para acreditar nisso pastor? Ela prefere jogar a comida no lixo do que oferecer para a própria filha.

Eu vendi todos os doces que estavam comigo e tirando o dinheiro que é para repor a remessa, me sobraram apenas doze reais. Isso porque para piorar tudo, ainda passei um troco errado e a pessoa se quer teve a coragem de devolver o dinheiro, perdi mais de quarenta reais por conta disso. E essa é minha história pastor, pelo menos um pouco dela.

Eu não estou contando tudo isso para que o senhor me impeça, apenas precisava desabafar com alguém neutro, que não me conhece. Eu estou completamente perdido e não espero que Deus me salve de alguma coisa, até porque foi Ele quem me meteu em toda essa confusão. – Houve um período de silêncio que durou quase um minuto, até que o pastor por fim perguntou:

– Isso é tudo que tem a dizer filho?

– Sim, é tudo pastor.

– Posso fazer minhas considerações agora?

– Fique à vontade pastor.

– Pois bem. Eu sentei aqui com você e te escutei por mais de quarenta minutos sem dizer uma única palavra, a não ser quando me fez uma pergunta. Por semelhante modo, peço agora que me escute e só fale algo se eu lhe perguntar, tudo bem para você?

– Sim pastor.

– Ok! Júlio, eu acredito que foi providência divina você entrar nestas portas antes de tirar sua vida. A maioria das pessoas não fazem isso, talvez se elas tivessem a coragem que você teve, teríamos menos suicídios no mundo. Antes de falar tudo que tenho para dizer, quero que preste atenção nas palavras que vou proferir agora: O Pedro precisa de você, ele precisa do pai ao lado dele e se você se for, quem vai ajudá-lo a passar por tudo isso?

Você disse que eu não entendo o inferno que você está vivendo, mas você esquece de uma coisa…. Eu não nasci pastor. Fui jovem como você é e já aprontei bastante na minha adolescência, não que eu me orgulhe disso, mas carrego marcas físicas e emocionais de meu tempo de irresponsabilidade, que me forjaram no homem que sou.

Eu já aprontei muito. Já dei trabalho aos meus pais, já pulei o muro da escola para não estudar, já roubei frutas no mercado, já fumei, já bebi, já usei drogas, tive um filho fora do meu casamento, já fui preso por agressão doméstica, já passei fome, frio, já dormi na rua, e fiz tudo isso consciente de que era errado, mas eu não me importava, eu estava decidido a fazer aquelas coisas e nada poderia me impedir.

Exatamente como você se sente agora. Mesmo sabendo que tirar sua vida é errado, você está disposto a fazer para aliviar o seu sofrimento. Deixa eu te falar uma coisa sobre isso meu filho. Já assistiu o filme “A paixão de Cristo” ?

– Já sim pastor!

– Você se deu conta do tanto que Cristo sofreu por nós?

– Mas Ele era o filho de Deus. Não estava sofrendo tanto assim?

– Não? Então porque ele fez uma oração pedindo ao pai para que se possível afastar dele aquele cálice? Ou, porque ele perguntou ao Pai na cruz porque ele tinha o abandonado? Ele era sim o filho de Deus, mas Ele viveu e habitou entre nós como homem. Sofreu as nossas dores, comeu da nossa comida, bebeu da nossa água, sentiu sono, sentiu cansaço no corpo após um dia de serviço, sentia frio e calor, os pés dele também enchiam de calos e bolhas se ele caminhasse por muito tempo, ele também sentia sede, sabia? Inclusive a bíblia relata uma passagem onde ele pede água…

– Para uma Samaritana.

– Isso mesmo, para uma Samaritana. Júlio, não é justo falar que só porque Jesus era o filho de Deus, Ele não sentiu dores. Ele as sentiu, e muito mais do que qualquer um de nós poderia suportar. Ele levou os pecados do mundo inteiro sobre si e ofereceu o próprio corpo para a salvação de toda a humanidade. Ele foi humilhado, açoitado, xingado, cuspido, zombado e tudo por isso por amor a você Júlio. – O pastor parou alguns instantes e colocou a mão no bolso de dentro do paletó para pegar um pequeno lenço bege, já surrado pelo tempo, mas que jamais o abandonara em momentos assim. Após enxugar suas lágrimas, ele colocou o lenço de volta no paletó, encheu de ar os seus pulmões e continuou:

– Você disse que seu filho não tem culpa pelos seus pecados. Eu realmente entendo a forma como quis dizer isso, mas… Você me disse que conhece Deus e a bíblia, então você sabe que isso não é verdade. Pois, os filhos já nascem com o pecado dos pais. Mas, levando em consideração apenas a forma como você quis colocar, Deus um dia entregou seu próprio filho, que não tinha culpa alguma, que não tinha pecado algum, para morrer por todos nós. E Ele não fez isso porque era ruim. Se o seu coração já dói ao ver seu filho passar por tudo isso, pare um pouco e imagine como está o coração de Deus. Pois ele sofre pelo Pedro e sofre por te ver sofrer, e sofreu quando viu seu único filho sendo traído por aqueles que se diziam seus amigos e morto por aqueles a quem ele só havia demonstrado amor.

Já parou para pensar no coração de Deus? Ele é amor, mas também é justiça. Todo o mundo padecia em pecado, e todos nós estávamos condenados à morte. Todos estávamos condenados ao inferno, como você bem colocou no início. E somente um sacrifício puro, isso é, de alguém que não tinha nenhum pecado, poderia ser oferecido em favor de toda a humanidade. Agora pense, quem faria tal sacrifício? Se o mundo inteiro jazia em rebeldia, feitiçaria, adultério, prostituição, homicídios, roubo e outras coisas. Quem poderia pagar um preço assim?

– Ninguém.

– Isso. Ninguém na terra poderia pagar esse preço. Por isso, Deus enviou à terra seu primogênito filho. Para nascer de uma mulher como nós nascemos e ser puro o bastante para pagar o sacrifício de sangue por toda humanidade. Um sacrifício que tiraria de nós todas as nossas dores, enfermidades, tristezas e compraria para nós o direito de receber a vida eterna.

Eu sei que você não se conforma com o que está acontecendo a você e sua família. E é natural as pessoas quererem jogar a culpa em Deus quando tudo vai mal., Mas, nos momentos em que tudo era bonança e alegria, seja honesto comigo… Você agradecia a Deus?

– Para ser sincero não pastor. Desde que nos afastamos da igreja, minha esposa e eu paramos de orar, ler a bíblia e até mesmo louvar ao Senhor que era nossa verdadeira paixão.

– Uma outra pergunta meu jovem. Se você achava que o seu sucesso era fruto de seus próprios esforços, porque acredita que o seu fracasso é culpa de Deus?

– Porque ele poderia resolver a minha situação se quisesse.

– Sim, Ele não somente poderia, como pode e quer. Mas, para isso, você precisa aceitar o senhorio Dele. Deus precisa ser o seu primeiro amor, quando isso acontecer, você terá mais coragem e fé para enfrentar as adversidades da vida.

– O senhor fala isso porque nunca esteve na minha situação, pastor. O senhor nunca perdeu um filho.

– Sim, eu perdi.

Nessa hora o olhar de Júlio que até então parecia frio, mudou para um olhar acolhedor, de quem está compadecido com a situação. Ele abaixou a cabeça para que o pastor não percebesse que uma lágrima se formava no seu olho esquerdo e assim que limpou os olhos, escutou o pastor continuar:

– Como eu te disse. Eu aprontei muito na minha adolescência e dentre muita irresponsabilidade, eu engravidei uma moça. A princípio ela queria retirar a criança, mas minha família não deixou dizendo que iríamos criar a menina. Minha mãe de alguma forma sabia que era uma menina. Quando a criança nasceu, teve que ficar internada por um tempo porque tanto eu como a mãe dela éramos usuários de cocaína e a criança já nasceu viciada. Foi um sofrimento enorme ver minha pequena ali, pagando pelos pecados dos pais, ela era tão doce, tão indefesa e já estava toda entubada e lutando pela vida por um erro que eu cometi. A mãe dela recebeu alta muito antes que ela, e o dia que ela saiu do hospital, foi o último dia que a vi.

Nossa pequena Ane permaneceu por uns três meses no hospital. Ela era alegria daquele lugar, todos os médicos, enfermeiros e até alguns pacientes queriam ficar perto dela. No dia que ela faleceu, o diretor do hospital decretou luto e a maioria dos funcionários com quem ela tinha mais contato, incluindo o diretor, foram liberados para comparecerem ao seu funeral. Sabe Júlio, eu daria tudo o que tenho e o que sou para estar no seu lugar, você teve sete anos com seu filho e fica reclamando, mas eu só tive três meses com a minha e foram os melhores três meses da minha vida.

Aquela menina salvou a minha vida. Graças a ela eu conheci Deus e mudei de vida. Sem aquele anjo eu não seria quem sou hoje. E sou grato por Deus ter demonstrado seu amor por mim me enviando aquele pequeno pedacinho do céu. A minha Ane se foi, mas o legado que ela deixou em minha vida e em todos que a conheceram em apenas três meses, jamais será apagado de nossas mentes e corações. – Júlio já estava em prantos quando o pastor terminou. Ele humildemente ofereceu o lenço para que o rapaz pudesse enxugar as suas lágrimas e continuou:

– Eu te disse no início que foi provisão de Deus você ter entrado aqui hoje. Um pouco antes de você chegar, um casal de nossa cidade fez uma oferta generosa à igreja e outra a mim em gratidão a vida de sua filha que foi salva de uma tentativa de assalto que os dois haviam sofrido. O dinheiro que eles doaram à igreja é mais que suficiente para reformar o prédio, trocar estofado dos bancos, construir rampas de acesso aos cadeirantes e investir em outras áreas. E o que doaram a mim, daria para me sustentar por pelo menos um ano e meio sem depender do dinheiro da igreja. Além disso, trouxeram mantimentos para muitos meses, eu estava aqui me perguntando onde colocaria tantos mantimentos e o que faria com tanto dinheiro.

Antes de começar a preparar o sermão de domingo, eu orei a Deus e pedi para ele me mostrar de que forma eu deveria investir os recursos que foram colocados à minha mão. E quando estava lendo a primeira parte do versículo do sermão de amanhã, você adentrou por essas portas. Eu não tenho uma outra palavra para expressar isso se não; Amor.

Deus te amou de tal forma Júlio, que não somente enviou seu filho para morrer em seu lugar. Ele também viu o seu sofrimento e compadecido da sua dor, guiou seus passos até aqui. Olha filho, você não vai sair daqui da mesma forma que entrou. Nossa comunidade irá te ajudar e acolher você, sua esposa e filho. Além disso, muitos dos membros de nossa comunidade são empresários e algum deles irá te arrumar um emprego para que possa sustentar sua família dignamente. E vou levantar uma oferta entre os irmãos para que possamos ajudar com o tratamento do seu filho também. Vocês são um milagre de Deus e eu louvo a Ele pela tua vida. Pois Deus o amou tanto que o trouxe para esta casa e para este momento. – Júlio não parava de chorar enquanto o pastor falava, ele se mostrava arrependido de ter pensado no suicídio e também por ter jogado a culpa de tudo de ruim que lhe sobreveio em Deus, o lenço que o pastor lhe dera já estava completamente encharcado pelas suas lágrimas e mesmo assim ele não parava de chorar, ele chorava tanto que soluçava e quando suspirava um pouco tentando falar algo, desabava a chorar de novo. O pastor sensibilizado com o rapaz, deu-lhe um forte abraço e sentiu as lágrimas do rapaz banharem também seu paletó. Passados alguns momentos e quando o rapaz já estava um pouco mais calmo, o pastor perguntou:

– Júlio. Eu creio num Deus que transforma choro em riso, sofrimento em alegria e morte em vida. Eu creio num Deus de providência que te trouxe até aqui para que pudéssemos ter essa conversa. E eu creio num Deus que pode mudar a sua história. Agora, a minha pergunta é, você também crê nesse Deus?

– Creio pastor!

– Júlio, você quer mudar de vida?

– Quero pastor.

– Hoje é um dia muito feliz. O céu está em festa pela tua vida. Os braços do Senhor estão abertos para recebe-lo, você aceita voltar para os braços do Pai e permitir que Ele guie sua vida e de sua família de agora em diante?

– Sim pastor! Eu quero muito voltar, eu preciso de Deus, minha família precisa de Deus e eu afirmo que eu e minha casa serviremos ao Senhor.

O pastor abraçou Júlio novamente e os dois choraram juntos por mais alguns minutos. Depois saíram em direção a casa da sogra de Júlio. Lá o pastor conheceu a esposa dele e o pequeno Pedro que estava deitado na cama. No caminho o pastor já havia avisado ao zelador da igreja que preparasse uma das casas que eram usadas para receberem pregadores de fora, para que pudesse receber a família. A casa em questão também era humilde, mas contava com dois quartos, sendo um com suíte dentro, cozinha, sala, banheiro social, varanda e garagem. Além de estar toda mobiliada e abastecida com provisões para pelo menos um mês.

No domingo seguinte à família foi apresentada a congregação e graças ao apoio do casal Henrique e Larissa, (o casal que havia feito a doação do dinheiro e mantimentos um pouco antes de Júlio aparecer.) Pedro foi reavaliado pelos melhores médicos do estado e em pouco mais de um ano o menino já corria solto pela igreja. Júlio foi trabalhar como motorista do RouteCar do colégio da família que o ajudara mesmo que indiretamente e com a ajuda dos patrões concluiu os estudos e foi muito além, ele acaba de passar na OAB após ter se formado com honras e está prestes a se tornar pai pela segunda vez. O novo herdeiro já teria nome, Natanael, bem como o pastor que algum tempo atrás havia não somente salvo a vida de seu pai, mas de toda sua família.

Júlio percebeu naquela conversa que não importa como sua vida está. Sempre há uma saída, Deus sempre está com seus braços de amor estendidos, pronto para ajudar seus filhos. A família de Júlio é uma benção para a pequena igreja Batista onde congregam e ambos ensinam a outros qual é o verdadeiro significado da palavra amor.


MÚSICA TEMA: SHEPHERD – BETHEL MUSIC (LEGENDADO)

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